O que dizer e o que calar…

“Quiet Harmony”

Uma contenda na vida, é fundamental. Sempre desconfiei muito da felicidade real das pessoas, que dizem que os “abalos” não são a sua especialidade.
Mas uma boa briga é extremamente sadia, faz parte da dinâmica de uma boa relação, quando a mesma é sã.
Quando não, não há hipótese, basta um simples devaneio de ideias e os ânimos logo se alteram, e lá se vai dizendo, tudo o que se pensa, cegos de raivas, avança-se, agride-se, insulta-se. E muito dificilmente nos damos por vencidos.
No final, que felizmente acaba por chegar, estamos desfeitos, esvaziados, não tanto pela fúria para com o outro, mas pelo nosso próprio élan destrutivo.
Ficamos em seguida como resíduos difíceis de ser diluídos, dissemos frases violentas, fazemos julgamentos grosseiros dos quais em seguida nem sequer sentimos o menor orgulho.
Se por um lado “esvaziar o saco” nos dá uma sensação de alívio, por outro transmite-nos uma sensação de culpa.
E é justo que a culpa exista, se num momento de descontrolo, se disse coisas, que não se diria até aqueles, que nos são menos simpáticos.
Com o tempo talvez consigamos descobrir que a mesma fórmula de argumento não pode, nem deve ser de igual forma para todos, porque cada um de nós é uno.
Esta será uma sabedoria, aprender, quando as coisas piores, que dizemos a outros , fazem mal, sobretudo a nós mesmos.

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6 comentários

  1. Difíceis são as palavras que não se dizem, e moem, e desgastam, e minam uma relação, apenas porque enquanto não se disserem, entopem as vias por onde as melhores deveriam passar!Às vezes uma briga… permite que as pazes sejam feitas!Um beijo,José Rui

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  2. Como vai Eduarda?E as suas netinhas? Desejo que estejam bem e felizes, certamente que estão.Este seu texto é muito bonito.Sabe, eu quando me zango, bem na verdade sou muito emotiva, reajo por impulso, não paro para pensar, é obvio que não ofendo, não sou assim, mas tenho de dizer tudo que sinto principalmente se sinto que estou a ser injustiçada.Penso que tenho uma qualidade se me excedo tenho a humildade de pedir perdão mas na verdade não me calo.E sem duvida que como diz o José Rui é o modo de permitir que tudo se esclareça e se façam as pazes.Um bom fim de semana para si e familia abraço-a na luzIsa

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  3. MayshaComo vai?EStou-lhe muito agradecida pelo comentário que me deixou.Sabe,quando tinha 20 anos era de uma impulsividade extrema, que por vezes deixava mau sabor.Agora, a vida ensinou-me a medir as palavras.E mesmo assim, quase tenho a certeza que por vezes existem intrepretações distorcidas, pelo que o melhor é calar, mesmo que isso me faça sofrer.Apesar de,como diz o ditado "Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita", eu cá vou fazendo o meu caminho, tentando não ferir, mas… às vezes acontece! Um grande beijo.

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  4. Jose Rui Vou deixar comentário no seu blog.

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  5. Olá,Eduarda :)Eu ando a aprender esse silêncio de que fala, pois também fui muito impulsiva, em tempos. Nem sempre com bons resultados.Mas há coisas que continuo a não conseguir calar.Um abraço.

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  6. A unicidade esta presente em nós, somos iguais sendo diferente,Cada um de nós tem a sua forma de “esvaziar o saco” , mas devemos de ter muito cuidado como o fazemos pois a palavra deve de ser usada com cuidado pois é uma faca de dois gumes E existem coisas que são ditas que ferem e por vezes destroem uma relaçãobeijinhos

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