Não caias pelo cansaço,

não deixes que neguem o teu sonho,
tu não queres esquecer!


O tempo não conta, mas…
já se foram dezanove Janeiros
e
tu não queres esquecer!


A distância é tão curta
que sinto a tua estrela
já cansada de olhar por mim
mas,
tu não me queres esquecer!


Entorpecida, pelos atalhos
do meu viver,
vou pintando enredos,
em telas brancas
com cores fortes


E a fadiga não me aperta.
Sabes porquê?
Porque tu;
-Não cais pelo cansaço; de olhar por mim.
-Não deixas que neguem o teu sonho; de eu ser feliz.
-Tu não me queres esquecer; tu não me vais esquecer nunca.
Eu sei isso, pai!

Janeiro,1927- Agosto,1992

Desde que partiste, o dia do teu aniversário, é um dos que mais me custa viver.

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6 comentários

  1. Que bela homenagem a um pai amado, apesar de não lhe ter dado um "rancho de irmãos", transmitiu-lhe, os valores, (50) mais dignos e humanísticos… poema enternecedor, reflexo de vários sentimentos partilhados. Video magnífico, com música apaziguadora… uma lágrima resvalou…também recordei o meu pai…que Deus os tenha em decanso. Abraço,

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  2. Minha amiga!Temos ainda este facto em comum.Ambos partiram em Janeiro, o meu a menos anos, mas também nunca será esquecido por muito amado.Abraço-a com ternura.Ná

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  3. AntónioObrigada pela visita. Nem tudo foram rosas,mas que sinto muita falta do meu pai, lá isso é verdade.Paradoxalmente a sua força está sempre comigo.Sendo provavelmente velhos conhecidos, estarão os nossos pais, junto a uma estrela, olhando por nós e felizes, por nos termos encontrado, nem que seja virtualmente.Um abraço

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  4. FernandaÉ verdade, parece que o mês de Janeiro, não nos veste de boas memórias, embora a sua seja a partida e a minha a data do nascimento.Mas ficou o tal "hífen", e esse não perdemos nunca.Um beijo

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  5. Comigo é o mês de Julho ! ,levou-me os dois . Doe sempre tanto que nem quero pensar pois já estou de lágrima no olho … O seu blogue sempre lindo! Bj Quina

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  6. Pois é Quina, há sempre um dia, um mês, um local, eu sei lá um sem fim de pontos, que não são de boa memória.Mas há que continuar,caso contrário, não viveríamos.Um beijo e obrigada pela gentileza.

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