parar. parar não paro.
esquecer. esquecer não esqueço.
se carácter custa caro
pago o preço
pago embora seja raro.
mas o homem não tem avesso
e o peso da pedra eu comparo
à força do arremesso
um rio, só se for claro.
correr, sim, mas sem tropeço.
mas se tropeças não paro
– não paro nem mereço.
e que ninguém me dê amparo
nem me pergunte se padeço.
não sou nem serei avaro
– se carácter custa caro
pago o preço.
Sidónio Muralha
Poemas de Abril
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