parar. parar não paro.
esquecer. esquecer não esqueço.
se carácter custa caro
pago o preço
pago embora seja raro.
mas o homem não tem avesso
e o peso da pedra eu comparo
à força do arremesso
um rio, só se for claro.
correr, sim, mas sem tropeço.
mas se tropeças não paro
– não paro nem mereço.
e que ninguém me dê amparo
nem me pergunte se padeço.
não sou nem serei avaro
– se carácter custa caro
pago o preço.
Sidónio Muralha
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2 comentários

  1. E pagou um preço bem caro: o exílio da Pátria.

    Não é dos poetas que eu mais saiba de cor, mas recordo um verso de um poema maior:
    “com o medo as aves calam-se e os homens gritam e cantam.”

    Gritemos e cantemos, pois!

    Beijos

    Responder
    • Eduarda

       /  11/06/2012

      Obrigada Fátima pela visita.
      SM foi um poeta que gritou Abril, duma forma que aprecio muito. E tal como dizes, pagou bem caro o feito.
      Beijo grande

      Responder

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