O PRIMEIRO
CRUZOCACILHEIRO

Ninguém tem futuro, se não tiver tido um passado.

Toda a experiência que vivemos, boa ou má, faz-nos crescer, venham elas…!
Hoje a Bibocas, foi atravessar o Tejo, e pela primeira vez ,em quatro anos de vida, num cacilheiro.
A aquisição do bilhete na gare, começou por ser uma novidade, normalmene para andar de carrro não compra ingresso.
O barco, esse sim, foi a grande maravilha, tudo era novo, as cordas, os grandes pneus, as varandas, e com especial alegria, todo o horizonte que alcançava, era espaço que classificava de uma forma ou de outra. Mas para grande espanto dos acompanhantes adultos, a ondulação que o movimento da embarcação produzia era a informação mais absorvida.

Descer e subir escadas com o barco em movimento, foi outra “ganda maluquice”.

Alguém disse: ” Se a felicidade for pouca, ao menos que seja intensa”, . Este pequeno passeio num simples cacilheiro, tornou a Bibocas, mais feliz, teve um conhecimento não intenso sobre barcos, mas foi, “coisa” nova.

Se a felicidade de uma criança, passar por estas pequenas coisas, então prometo que vou agarrar todas as oportunidades, para que seja INTENSAMENTE FELIZ.

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“As idéias são como pulgas, saltam de uns para outros, mas não mordem a todos.”

Bernard Shaw

Hoje não há pensamento, vou cogitar sobre o que abaixo digo

Fantástico!

“…sofreu um AVC porque lhe foi reduzido o numero de horas de trabalho…!”

“… foi a Londres fazer uma operação às cataratas, e regressou com uma gigante vontade de retomar mega produções…!”

“… mais um enchimento, agora … as maminhas…!”

Estes títulos, fazem parte da imprensa que nos impõem, e que me enouriçam.

Servem para quê estas notícias?

Servem a quem?

Alguém faz ideia do número, de trabalhadores, que ficou sem emprego, nestes últimos meses?
Muitos com filhos, aos quais provavelmente a fome baterá á porta.
Alguém faz ideia da quantidade de gente, que vive atamancado de vista, porque o nosso SNS não dispõe de meios para tirar as pelinhas dos olhos?
Algém faz ideia, porque existe a necessidade de encher maminhas? Só para mentes sibilantes.

Alguém nos diz, porque é que o banco do estado, aumenta as taxas, assim que gasta mais uns milhões, para atulhar os cofres, que com destreza se esvaziaram para alguns?

Alguém tem CORAGEM para nos dizer o real “porquê” das notícias, que não são informação?

Será que não temos jornalistas interessado, no que deveras nos incomoda? Não acredito.
Será que não temos leitores interessados, nas verdadeiras realidades?
Será que os jornais deixariam de vender, e mais gente ficaria no desemprego?

Então recebamos, com alegria as migalhas que nos oferecem, e deixemo-nos de reclamações.

Posso perdoar a força bruta, mas a razão bruta é uma coisa irracional.
É bater abaixo da linha do intelecto.”
(Oscar Wilde)
Salazar. Salazar. Salazar!…
Que fartura.
Não sei o que deu a esta gente,(diga-se: cineastas, escritores, opinion makers, etc. ) para subitamente começarem a ocupar os nossos espaços, com esta figurinha.
É um facto que só nos falam da figurinha.

Eu quero lá saber, quem o homem amou.
Eu quero lá saber, quem lhe governava o ordenado.
Eu quero lá saber, que só bebia vinho tinto produzido na sua terra.
Eu quero lá saber, que gostava de cozido à portuguesa.
Eu quero á saber, que ele não gostava de fado.
…..

É isto que querem que fique na história?

EU NÃO QUERO…!

Quero saber, porque querem secar as lágrimas a muitos pais, que perderam os filhos, a muitos filhos que não conheceram os pais, a muitos homens que vivem ainda com um sentimento de estorvilho, por se encontrarem mutilados física e mentalmente .
Quero saber, porque tivemos fome, quando as barras de ouro se amontoavam nos cofres da Casa da Moeda.
Quero saber, porque é que tivemos que ficar sós e isolados do mundo.
Quero saber, porque é que tivemos que esconder livros.
Quero saber, porque é que amareleceram o nosso viver à catanada.
Quero saber, e transmitir aos meus filhos, que não estamos bem, mas também não vale a pena voltar atrás.

Já agora, alguém me diz, porquê esta lavagem?

No que me diz respeito, não vão conseguir.

Garanto-vos que não me desordenam o pensamento.
De todos os presentes da natureza para a raça humana, o que é mais doce para o homem do que as crianças?”
( Ernest Hemingway )
-Olá avó !
-Olá minha linda. Estás boa?
– Estou, olha vó queres saber uma surpresa?
-Claro que sim. O que é que se passa?
-Sabes, é verdade, a mãe tem um bébé na barriga, e eu já lhe dei muitos beijinhos.
-Oh Beatriz, quer dizer que vais ter um mano ou uma mana…!
– Pois é vó. Agora é um bébé…
-Olha filha, a avó está muito contente, agora deixa-me falar com a mãe, está bem ?
……………..
Quem disse que só a terra é fértil, que só o campo é grávido em searas e papoilas?
Um fluxo de vida, que este telefonema da minha neta provocou em mim é fruto de uma maturação infinitamente mais veloz que o desabrocar de todas as flores do campo, que trazem o sol na pele e a chuva no seio.
Faltam-me os vocábulos, para transmitir ao mundo que estou feliz, mas quero partilhar com todos que ser avó, é muito muito bom, torna-nos superiores.