“…
Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te directamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira…”
Pablo Neruda, in “Cem Sonetos de Amor”
“…
Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te directamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira…”
Pablo Neruda, in “Cem Sonetos de Amor”
Publicado por eduarda em 05/05/2013
http://sonssentidos.wordpress.com/2013/05/05/956/

Publicado por eduarda em 29/03/2013
http://sonssentidos.wordpress.com/2013/03/29/santa-e-feliz-pascoa/
Cá por mim, não preciso de ir a Bragança a minha amiga Mena fez o favor de fazer chegar o Norte cá a casa. Bem hajas Pataca!
Publicado por eduarda em 21/02/2013
http://sonssentidos.wordpress.com/2013/02/21/947/
Publicado por eduarda em 18/12/2012
http://sonssentidos.wordpress.com/2012/12/18/o-que-e-que-suportamos/
Sabendo reconhecer as etapas da vida, a intensidade dos bons e maus momentos,
conseguimos distinguir entre um simples aborrecimento e uma dor bem forte.
Abafar uma simples contrariedade, podemos faze-lo na alegria e numa festa, numa ida ao cinema, no assistir a um concerto de Verão, não é a mesma coisa que tentar superar uma dor séria. Uma chatice é uma pedra no caminho, uma grande dor é uma montanha de difícil escalada, é fundamental não confundir pedras com montanhas.
Pedras, podemos saltá-las sem esforço, montanhas dividem o espaço, interrompem, estabelecem um antes e um depois, e é aí o ponto, em que visivelmente alguma coisa em nós se modifica .
E o que exigem de nós essas montanhas? Basicamente, atenção. Funcionam como um sinal de alerta.
Ordenam um olhar mais atento, há perigo perto, convém prevenir-nos antes do próximo movimento.
Acalmado o primeiro impulso ansioso, que nos impede para a fuga veremos que enfrentar montanhas, não é tão mau como se temia, desde que analisemos em detalhe a causa do que estamos a viver e entender porque é que chegámos até ali.
É no decorrer deste trabalho que deglutimos e incorporamos os factos na nossa própria vida, preparando-nos ao mesmo tempo para traçar novos rumos, e não nos deixarmos perder na intensa vegetação da montanha.
Dos maus momentos da vida, daqueles que parecem eternos, saímos mais fortes e talvez um pouco mais maduros.
Ganhamos mais, e abrimo-nos para os outros de uma outra forma.Conquistamos também uma pequenina parte da humildade tão necessária para aceitar que ainda atravessaremos outras fases de sofrimento. E entenderemos que em cada uma delas ganharemos um novo fôlego para o momento seguinte.
Publicado por eduarda em 29/10/2012
http://sonssentidos.wordpress.com/2012/10/29/etapas-2/
Não creio que alguém, possa ter muitas e grandes amizades que perdurem pelos tempos do viver.
Uma grande amizade, não é fácil. É preciso querer, cultivar e ter dedicação necessária, para poder superar momentos de crise.
Nem sempre a amiga fiel da infância e juventude é nossa melhor defensora na vida.
No nosso universo diário vamos encontrando pessoas com as quais harmoniosamente podemos acomodar ideias e afectos, que com o passar dos tempos tornam-se ligações distintas, não perdendo todavia a mesma classificação: – “amizade”.
Quando adolescente, temos a amiga, que é um ouvido, não um repressor. A grande mecânica das confidências começa cedo, não contamos um segredo à nossa mãe. Mãe é Lei, a mãe assusta-se, escandaliza-se, esperneia, castiga, conta ao pai. A mãe, é nessa altura, o pior terreno para plantar confidências.
Com a amiga, fazemos o intercâmbio do “top secret”, da camisola, do livro, do baton, da sofreguidão de contar as mesmas coisas, pela décima vez , vamos bordando e tecendo sobre tudo e sobre o quase nada. A amiga ouve e entende, ela tem segredos semelhantes, como tal acompanha-nos.
Nessa fase de permuta de identidades, a vergonha desfaz-se. Não há vergonha da amiga!
Nas amizades mais longas, o entendimento é tal, que com facilidade chegamos com meias palavras, lá onde os outros não chegariam nem com muitas palavras inteiras.
Mas nós vamos crescendo, e nem sempre da mesma forma.
Adquirimos novos hábitos, temos novos interesses, vemos a vida de novas formas, e por vezes criamos outras amizades paralelas, que desgraçadamente se confundem com a “amiga dos segredos”.
Estabelece-se então um jogo de intrigas e competição, coloca-se no plano das vitórias pessoais, a conquista dos outros. É o momento das frases venenosas, do diz-que-disse, dos recados malévolos, e aí iniciamos uma nova etapa de conceito de amizade.
Começamos a sentir-nos um trapo, a ternura que dedicámos à amiga , tem que ser revista, para que não fique uma amiga a reboque da outra.
Já em idade adulta, aprendemos que a amizade, não precisa de exclusividade para ser mais forte, não temos que telefonar, sem um motivo prático, podemos viver na mesma cidade,e estarmos juntas só duas vezes por ano.
Uma grande ligação, pode por vezes decepcionar-nos acidentalmente, pode enfraquecer as expectativas da adolescência, mas não culpemos a amizade, mas sim o nosso discernimento.
Fica-nos a certeza que com o amadurecimento e com o tempo, a selecção torna-se mais fácil, e poderemos saber então, com segurança, quem virá conosco até ao fim.
Publicado por eduarda em 16/09/2012
http://sonssentidos.wordpress.com/2012/09/16/amizade-2/
Publicado por eduarda em 03/06/2012
http://sonssentidos.wordpress.com/2012/06/03/921/
Luisa
A vida é um caminhar.
Haverá sempre coisas por resolver, haverá sempre perguntas sem respostas, haverá sempre angústia.
Mas o caminho não conduz a um muro intransponível, de encontro ao qual esbarrarias, mas sim a um espaço sem fim, cujo nome ignoro, mas cuja água sei te matará toda a sede. Assim poderás ter paz .
Há sofrimento , porque há morte!
Há sempre possibilidade de recuperação, porque há vida!
Foste capaz de ultrapassar as várias contingências da vida e ter asas para voar mesmo quando não podias. Caminhaste sem descanso apesar do cansaço, assumiste a condição de simplesmente ser pessoa. Ser que enfrenta o mundo e não objecto manipulável.
Foi uma conquista gradual, que permitiu integrar em ti tudo o que aconteceu, de forma a adquirir a pouco e pouco, um verdadeiro equilíbrio .
Foste descobrindo a força que existia dento de ti, os convites que continuamente te eram feitos para que avançasses, tal como eras, e com aquilo que tinhas, quaisquer que fossem as circunstâncias, favoráveis ou não, no teu contexto de vida.
O bem para lá do mal, a vida para além da morte.
Ajudaste-me a ter fé, a suficiente para me permitir embarcar em aventuras de rumo desconhecido, que talvez me levem para campos ignorados, onde o amparo que encontrarei será, tenho a certeza, o teu forte abraço.
Ensinaste-me que a minha vida terá que ser construída com materiais qua vou escolhendo ao caminhar.
Ultrapassar a perturbação causada pela morte, vai ajudar-me a encontrar a raiz da árvore que sou, e beber o sumo dos seus frutos. Farei então um brinde à mulher, sogra e amiga que foste durante estes trinta e cinco anos de amor.
Fica em paz.
Publicado por eduarda em 20/05/2012
http://sonssentidos.wordpress.com/2012/05/20/912/
«É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados. »
Publicado por eduarda em 11/05/2012
http://sonssentidos.wordpress.com/2012/05/11/906/